Determinar o poder de um homem,
É como medir a força dos rios.
Se diferenciam na estrutura,
Se igualam em perigo.
Ás vezes são córregos
Pequenos e inquietos
Precisam de uma tempestade
Para saber que são rios.
Alguns mais instáveis
Se desviam de seu rumo.
Logo voltam tímidos e assustados,
Sem força alguma por serem rasos.
Há, porém os caudalosos,
Perigosos.
E desses se mantem distância segura.
Nada sobrevive a força que se arrastam,
Passam e deixam vestígios,
Estragos profundos,
Cicatrizes.
Há também os mais extensos,
E mais intensos.
Abrigam em seu leito um pouco de todos.
Ás vezes inconstantes,
Noutras fortes e profundos.
Ás vezes calmo,
Ás vezes muita vida e barulho
traz o perigo oculto,
Pois sem aviso algum,
Desce penhascos e montanhas.
Terminando em cachoeira.
Há, porém, entre todos eles,
Um que mais me assusta,
Tranquilo, respeitoso,
E em nada transparece,
Com seu semblante de paisagem,
Nenhum ruído se apercebe
Seu âmago, porém,
Insano e intenso corredio
Turbilhão de perigos
A enganar
Pela tranquilidade fingida
Na morte atracar.
by Regina Chaves 26/12/2003
Este blog segue estritamente o seu título, a essência do ser, o âmago, a verdade sem hipocrisia, sem ser bonito ou melhor, importa que seja voce com defeitos, leal aos pensamentos, buscar respostas, fazer questionamentos sobre verdade, mentira e sobre as convenções que nos empurram e empanturram. Podemos confiar num único julgamento, o nosso, portanto a razão se faz necessária.
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sexta-feira, agosto 24, 2007
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