Ao pensar o mundo em que vivemos,
As esperanças se esvaziam,
O tudo se converte e convulsiona.
Pensamos as virtudes perdidas
Impedidas, insistidas, aspiradas.
No mundo em que vivemos,
Os homens se apequenam,
Transformando-se em feridas
Como a dor a latejar nas carnes,
Rígidas, rítmicas, persistentes.
Buscando a cura, cuspimos o chão,
Na contumácia de nossa convicção
Evadimos para o espaço do âmago,
Fechamos os olhos, empedernidos,
Imbuídos em não pensar verdades.
Transcendemos o limite da razão.
Transformando loucura em sonho,
No qual o cerne a seiva se satisfaz
Das mentiras gostosas que geramos.
Seduzidos pelo prazer da inocência,
Envoltos pelo invólucro do egoísmo.
Pensamos o mundo só deles,
Dos déspotas descarados e estultos.
Esquecemos que somos o mundo,
Cúmplices da caoticidade,
Culpados pela dor que se delega.
Empulhadores da própria responsabilidade,
Empoados da mesma sujeira,
Emparelhados, andando em vezo,
Vermes inermes inertes inúteis.
(Regina Chaves, 5/07/2007)
Este blog segue estritamente o seu título, a essência do ser, o âmago, a verdade sem hipocrisia, sem ser bonito ou melhor, importa que seja voce com defeitos, leal aos pensamentos, buscar respostas, fazer questionamentos sobre verdade, mentira e sobre as convenções que nos empurram e empanturram. Podemos confiar num único julgamento, o nosso, portanto a razão se faz necessária.
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quinta-feira, julho 05, 2007
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