Quando o véu do escuro céu desce,
cobrindo de penumbra o horizonte.
Ouço teu lamento, teu soluço.
Sinto na tua tristeza,
a aspereza de tua angústia.
Procuro-te,
Nada encontro,
a não ser o céu escuro,
Castelos de areia
E sonhos de ventos
Ocultando tua face.
Se a chuva cai,
A água não encontra seu abrigo.
O frio gela, condena, mutila.
E a febre altera o sentido,
De calor ou morno,
Extenuando gotas de vida.
Continuo a ouvir-te,
Chora, triste de dor,
De nada esquece,
Cada golpe fere-te o âmago.
Essência violada, violentada,
Frisaram sua pele de negro betume,
Em suas veias derramam podridão gananciosa,
Desvairada, sedenta de poder.
Parvos, pávidos, sofrem de paropsia
Ilídimos em terras que não possuem.
Arrotam títulos de propriedade,
Ufando seus galeões
Não percebem teu soluço.
Que definhas a cada estação.
E arranca-me suspiros de inércia.
Chora! mãe, chora!
Soluça em tempestades e trovões!
Varre de tua face os que te ferem!
Afogue-os em lágrimas.
Lave de tuas vestes a vergonha.
De se chamarem filhos teus.
E como se ainda fosse nada,
Manchas de sangue serpenteia-te,
Sangue da ignomínia humana
De éden em Armagedom te transformaram
Voce! que o serviu.
Mãe gentil!
Regina Chaves 13/04/1999
Este blog segue estritamente o seu título, a essência do ser, o âmago, a verdade sem hipocrisia, sem ser bonito ou melhor, importa que seja voce com defeitos, leal aos pensamentos, buscar respostas, fazer questionamentos sobre verdade, mentira e sobre as convenções que nos empurram e empanturram. Podemos confiar num único julgamento, o nosso, portanto a razão se faz necessária.
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sexta-feira, agosto 24, 2007
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